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Segurança e LGPD

As fichas são suas. O desenho do sistema garante isso — não uma promessa.

O que fica no seu computador, o que passa pelo nosso servidor, o que a Duda enxerga e o que sai num encaminhamento. Sem letra miúda.

O cofre

A senha não abre a porta. Ela é a chave.

As fichas são gravadas cifradas com AES-256. A chave nasce da sua senha na hora em que você entra e vive só na memória: não fica gravada no computador, no celular, nem em servidor nenhum. Quando você sai — ou quando o sistema tranca sozinho depois de 20 minutos parado —, ela some.

Na prática: quem copiar a pasta do seu computador leva um arquivo embaralhado. Quem pegar um backup, a mesma coisa. E nós também não abrimos, porque não existe chave-mestra. Não é uma regra de conduta; é como o sistema foi construído, e vale inclusive contra nós.

  • Radiografias, fotos e anexos também são gravados cifrados, não soltos numa pasta.
  • Entre o computador e o celular trafega o mesmo envelope cifrado que fica em disco.
  • Na Clínica, cada gaveta tem a própria chave, e o servidor da clínica só a entrega a quem o papel permite — a gerência, por exemplo, nem recebe a do prontuário. Veja quem vê o quê.
  • O programa funciona sem internet: a ficha não depende de servidor para abrir.

O outro lado da moeda: a senha que abre o cofre não tem recuperação. Se ela for esquecida e não houver backup, ninguém abre — nem nós. Por isso o programa insiste no backup, e por isso existe a senha única, que abre o cofre num computador novo.

Tela de ajustes do programa, onde ficam o backup, a senha única e o vínculo do celular.

O que fica onde

Cada dado, em um lugar só — e você sabe qual.

DadoOnde ficaQuem consegue ler
Fichas dos pacientes No seu computador (Documentos\Consultório) e no celular vinculado, cifradas. Só quem tem a sua senha.
Radiografias, fotos e anexos No aparelho onde foram anexados, cifrados junto com a ficha. Só quem tem a sua senha.
Backup em arquivo Onde você escolher: HD externo, pen drive, a sua nuvem. Só com a senha que valia quando ele foi feito.
Backup do cofre na nuvem Opcional e desligado de fábrica. Se ligado, no nosso servidor, no máximo uma cópia por dia. Ninguém do nosso lado: sobe o mesmo bloco cifrado, sem a chave.
Respostas da anamnese pelo link Passam pelo nosso servidor por até seis horas, fechadas com uma chave que só o seu cofre tem. Só o seu programa, quando recolhe as respostas.
Digital e rosto No cofre, cifrados: só o modelo da digital e o desenho matemático do rosto (128 números) — nunca a foto. O do paciente, só com o consentimento dele. Só o seu programa, para conferir a assinatura, sem internet.
Certificado digital ICP-Brasil O A3 no token ou no cartão; o A1 no Windows ou no arquivo .pfx. A senha é digitada na hora e não é guardada. Só você, com o PIN ou a senha do certificado.
Plano para aprovar pelo celular Passa pelo nosso servidor cifrado; a chave vai só no link que o paciente recebe, na parte que o navegador não envia. Só o paciente, pelo link, e o seu programa, quando recolhe a resposta.
Sua conta No nosso servidor: nome, e-mail, telefone, CPF ou CNPJ e a situação da assinatura. Nós, para cobrar e liberar o acesso.
Pagamento No Asaas, a empresa que processa Pix, boleto e cartão. Não guardamos número de cartão.

Sincronizar fichas entre aparelhos pela internet, isso a gente não faz: o celular conversa com o computador do consultório, por uma rede privada entre os dois.

LGPD na prática

Dado de saúde é sensível. O sistema trata como tal.

Pela Lei Geral de Proteção de Dados, quem responde pelas fichas é o profissional — é ele quem coleta e decide o que fazer com os dados dos pacientes. O papel do sistema é dar a ele ferramentas que tornem isso fácil de cumprir, e não ficar com uma cópia legível de nada.

Por isso o prontuário mora no seu aparelho, cifrado; o que sai do consultório sai com o mínimo necessário; e tudo o que acontece fica registrado.

  • Minimização: documentos que vão para fora (encaminhamentos, a Duda) levam só o necessário.
  • Registro: criação, alteração, assinatura, emissão e exclusão ficam na trilha de auditoria, com data e hora.
  • Biometria: digital e rosto são dados sensíveis. O do paciente só entra com o consentimento dele, com o texto da LGPD na tela, e sai quando ele pedir.
  • Uso de imagem: três autorizações separadas — documentação, ensino, publicidade — cada uma com seu termo.
  • Direito do paciente: o recibo de entrega de documentação lista cada arquivo que saiu, com data.
  • Exclusão: excluir um paciente apaga dele tudo o que é clínico; receitas já pagas ficam no financeiro, sem vínculo, porque o dinheiro entrou de verdade.

Isto é o que o programa faz. Ele ajuda, mas não substitui as suas obrigações como controlador dos dados, nem a orientação do seu conselho ou de um advogado para o seu caso.

Aba de fotos clínicas mostrando, no topo, o que a paciente autorizou em uso de imagem.

Encaminhamentos

O pedido de exame sai com o mínimo que a lei pede.

Um pedido de panorâmica não precisa do CPF, e um encaminhamento ao periodontista não precisa da lista de medicamentos — a não ser que precise. Então o papel sai, por padrão, só com nome, idade, o exame ou a especialidade e a indicação clínica.

Data de nascimento, CPF, telefone, alergias, medicamentos e condições de saúde entram só se você marcar, um por um, naquele encaminhamento. O que foi incluído fica anotado no Registro, e o rodapé lembra a quem recebe que os dados são sigilosos e servem só àquele atendimento.

Prévia de um encaminhamento para exame de imagem com periapical e panorâmica, sem CPF nem telefone.

A Duda

A assistente conversa com a IA. O nome do paciente, não.

Antes de qualquer pergunta sair do seu computador, cada paciente vira um apelido — [P1], [P2] — que vale só para aquela pergunta. A IA responde com o apelido, e é o programa, na sua tela, que troca de volta pelo nome.

Vão só horário, procedimento, situação, valores e itens de estoque. Nunca vão: nome, CPF, telefone, endereço, data de nascimento, anamnese, evolução e observações livres. E você vê, e pode editar, o texto exato que vai sair, antes de cada envio.

A voz dela também é local: no computador, uma voz neural que roda dentro do programa; no celular, a voz offline do Android. O que ela fala não sai do aparelho para ser falado.

A Duda respondendo sobre a agenda de amanhã, com a voz neural local selecionada.

Prova e guarda

Um prontuário que aguenta a pergunta de daqui a dez anos.

Assinado tranca

Anamnese, evolução e termo assinados pelas duas partes não se editam nem se apagam. Corrigir é com retificação, que fica junto da original.

A corrente dos documentos

Cada documento assinado leva o código do anterior. Mexer numa folha antiga quebra a corrente, e o programa mostra em qual elo.

Carimbo do tempo

Com uma Autoridade de Carimbo do Tempo da ICP-Brasil, a data do topo da corrente fica comprovada. Sai daqui só um código de 64 caracteres.

Guarda de 20 anos

O CFO pede guarda mínima de 20 anos. O programa guarda 40 cópias datadas no computador, e o backup leva o cofre para fora dele.

O que não existe

Para ficar claro.

  • Não existe chave-mestra. Nem para suporte, nem para “recuperar a conta”. Se existisse, existiria para quem a roubasse.
  • Não existe cópia legível das fichas no nosso servidor. O backup na nuvem é o bloco cifrado; a anamnese pelo link passa fechada e some em seis horas.
  • Não existe venda nem uso de dados de paciente. Não temos como ler, e não teríamos o que vender.
  • O site mede de onde vêm as contas. Usamos a etiqueta do Google Ads para saber se um anúncio trouxe alguém — ela grava cookies do Google no navegador, mas não leva nome, e-mail nem nada do que você digita no site.

Prefere ver funcionando?

Instale, cadastre um paciente de exemplo e abra a pasta de dados: o que você vai encontrar é um arquivo embaralhado. É o jeito mais honesto de conferir tudo o que está escrito aqui.